quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Construção da Rede Estatal de TV Digital

Conforme noticia a Tela Viva News (26.11.08) a EBC (TV Brasil), TV Câmara, TV Senado, TV Justiça, Ministério da Educação e Ministério das Comunicações criarão uma rede comum para transmissão de sinais de TV digital.

Pretende-se, ainda, abrir uma licitação para possibilitar a celebração de uma PPP (Parceria Público-Privada), sendo que o vencedor terá o encargo de construir e operar uma rede de TV digital aberta.

Trata-se de uma iniciativa importante em termos de efetivação do sistema estatal de radiodifusão na era digital.

Em meu livro sobre TV Digital abordo justamente esta questão da distinção entre as atividades de transporte dos sinais de áudio e vídeo e as atividades de programação audiovisual.

O poder público tem que focar na produção do conteúdo audiovisual, produzindo diretamente ou fazendo a terceirização do serviço.

A construção e a operação da rede de difusão (infra-estrutura material para a transmissão do sinal de TV Digital) pode perfeitamente ser transferida à iniciativa privada.

Com a medida há otimização da utilização das frequências do espectro eletromagnético e evita-se o desperdício de recursos públicos com a multiplicação de estruturas desnecessárias.

Já pensou se cada entidade estatal resolvesse criar e manter sua própria estrutura?

Enfim, a instituição do operador privado de rede de difusão é uma medida salutar, caberá ao poder público a fiscalização adequado dos respectivos serviços e a responsabilidade final pela produção do conteúdo audiovisual.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Uso Futuro das Freqüências

Nos EUA está terminando a transmissão analógica de tevê.

Lá discute-se o uso futuro dos canais analógicos.

Um dos possíveis usos é para a transmissão de dados.

Aqui, no Brasil, acredito que seja importante começar a discutir a respeito da futura utilização das freqüências que sobrarão após a finalização do período de transição do modelo analógico para o digital.

Por que não reservar as freqüências remanescentes para televisões comunitárias por radiodifusão?

Esta é uma questão fundamental em termos de democratização do acesso à televisão em nosso País.

Afinal, uma verdadeira tevê pública é aquela criada, mantida e operada pelos cidadãos, de modo independente do governo.

Estou convencido que se esta discussão não for feita será perdida a oportunidade histórica, aberta pela tecnologia digital, de favorecimento do acesso à mídia pelos múltiplos grupos sociais brasileiros.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Lançamento livro TV Digital e Palestra

No próximo dia 10 de novembro, às 18h e 30 min, na Sociedade Brasileira de Direito Público, em São Paulo (capital) lançarei meu livro sobre TV Digital.

O objetivo do encontro é apresentar a controvérsia em torno do regime jurídico da TV Digital: serviço público ou serviço privado?

Quero mostrar a relevância do debate para o mercado, a sociedade e Estado.

E explicar os conceitos de tv privada, estatal e pública.

A palestra é aberta a todos.

Para mais informações: www.sbdp.org.br

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Indústria de Automóveis

Afinal, o que tem a ver a indústria de automóveis com a tevê digital?

Eu respondo que ambas podem ser excelentes parceiras.

Até o momento, a indústria automobílistica não despertou para o enorme potencial de venda se agregar aos veículos uma tevê portátil.

A tevê portátil representará o que o rádio representou para o automóvel.

Trata-se de um produto servirá a todos os tipos de veículos: automóveis de passeio, utilitários, ônibus, caminhões etc.

O sinal da tevê já está chegando os aparelhos celulares quando chegará aos automóveis?

Vamos ver se a indústria está despertando para esta oportunidade de negócios.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Criança Digital

Semanas atrás eu assisti a um vídeo, passado em uma palestra do Jaime Sirotzki da RBS, mostrando uma criança norte-americana usando um IPOD. O tema principal era o futuro da mídia.
O pai pedia para a filha mostrar onde estava o Mickey, e a criança tocava no botão que um vídeo do Mickey.
Em seguida, ele solicitava que a criança buscasse uma determinada música e lá ia a criança atender ao pedido.
O surpreendente de toda essa estória é que a filha tinha 2 (dois) anos.
Ou seja, a criança, ainda sem saber falar e ler, já sabia algumas funções básicas de operação do IPOD.
Em um novo ambiente digital a forma de comunicação com o público infantil deverá ser totalmente diverso do modelo tradicional, amparado basicamente na leitura e escrita de textos e na fala.
A linguagem modifica-se, bem como os pressupostos da comunicação.
Assim, o diálogo entre os jovens e os velhos dependerá substancialmente da abertura dos últimos à aprendizagem passada pelos primeiros.
A comunicação entre as diferentes gerações é o caminho necessário para a evolução qualitativa da sociedade. Afinal, a criança de hoje será o velho de amanhã, o atual velho foi a criança de ontem.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Antenas de Televisão nos Morros

Uma vista nada agradável é a das diversas antenas situadas geralmente no ponto mais alto das cidades brasileiras. Cada estação de TV possui a sua a sua antena.
Aqui, em Joinville, da janela do escritório onde trabalho vejo o morro do Boa Vista. Em verdade, o nome Boa Vista é uma palavra que não combina com o visual.
Nos morros são colocadas as atenas para retransmissão dos sinais de TV até as casas dos telespectadores.
O cenário do ponto de vista urbano é horroso. Os morros foram transformados em verdadeiros "paliteiros eletrônicos".
E, ainda, na perspectiva ambiental a utilização do espaço requer a supressão de boa parte da vegetação nativa.
A pergunta consiste em saber se existe outra alternativa menos gravosa para o interesse público. Acredito que sim.
As diversas antenas podem ser substituídas por uma única torre de televisão. Nessa torre seriam colocadas as diversas antenas das tevês. Com isso haveria a racionalização do uso do espaço urbano, bem como a diminuição dos custos para as emissoras.
Fica o desafio para a mudança.
Aqui, faço o apelo para as emissoras de televisão e para o poder público (prefeituras e ANATEL) para que troquem as antenas por uma única torre.
Tanto o meio ambiente quanto a população ganham com a medida proposta.