Afinal, o que tem a ver a indústria de automóveis com a tevê digital?
Eu respondo que ambas podem ser excelentes parceiras.
Até o momento, a indústria automobílistica não despertou para o enorme potencial de venda se agregar aos veículos uma tevê portátil.
A tevê portátil representará o que o rádio representou para o automóvel.
Trata-se de um produto servirá a todos os tipos de veículos: automóveis de passeio, utilitários, ônibus, caminhões etc.
O sinal da tevê já está chegando os aparelhos celulares quando chegará aos automóveis?
Vamos ver se a indústria está despertando para esta oportunidade de negócios.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Criança Digital
Semanas atrás eu assisti a um vídeo, passado em uma palestra do Jaime Sirotzki da RBS, mostrando uma criança norte-americana usando um IPOD. O tema principal era o futuro da mídia.
O pai pedia para a filha mostrar onde estava o Mickey, e a criança tocava no botão que um vídeo do Mickey.
Em seguida, ele solicitava que a criança buscasse uma determinada música e lá ia a criança atender ao pedido.
O surpreendente de toda essa estória é que a filha tinha 2 (dois) anos.
Ou seja, a criança, ainda sem saber falar e ler, já sabia algumas funções básicas de operação do IPOD.
Em um novo ambiente digital a forma de comunicação com o público infantil deverá ser totalmente diverso do modelo tradicional, amparado basicamente na leitura e escrita de textos e na fala.
A linguagem modifica-se, bem como os pressupostos da comunicação.
Assim, o diálogo entre os jovens e os velhos dependerá substancialmente da abertura dos últimos à aprendizagem passada pelos primeiros.
A comunicação entre as diferentes gerações é o caminho necessário para a evolução qualitativa da sociedade. Afinal, a criança de hoje será o velho de amanhã, o atual velho foi a criança de ontem.
O pai pedia para a filha mostrar onde estava o Mickey, e a criança tocava no botão que um vídeo do Mickey.
Em seguida, ele solicitava que a criança buscasse uma determinada música e lá ia a criança atender ao pedido.
O surpreendente de toda essa estória é que a filha tinha 2 (dois) anos.
Ou seja, a criança, ainda sem saber falar e ler, já sabia algumas funções básicas de operação do IPOD.
Em um novo ambiente digital a forma de comunicação com o público infantil deverá ser totalmente diverso do modelo tradicional, amparado basicamente na leitura e escrita de textos e na fala.
A linguagem modifica-se, bem como os pressupostos da comunicação.
Assim, o diálogo entre os jovens e os velhos dependerá substancialmente da abertura dos últimos à aprendizagem passada pelos primeiros.
A comunicação entre as diferentes gerações é o caminho necessário para a evolução qualitativa da sociedade. Afinal, a criança de hoje será o velho de amanhã, o atual velho foi a criança de ontem.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Antenas de Televisão nos Morros
Uma vista nada agradável é a das diversas antenas situadas geralmente no ponto mais alto das cidades brasileiras. Cada estação de TV possui a sua a sua antena.
Aqui, em Joinville, da janela do escritório onde trabalho vejo o morro do Boa Vista. Em verdade, o nome Boa Vista é uma palavra que não combina com o visual.
Nos morros são colocadas as atenas para retransmissão dos sinais de TV até as casas dos telespectadores.
O cenário do ponto de vista urbano é horroso. Os morros foram transformados em verdadeiros "paliteiros eletrônicos".
E, ainda, na perspectiva ambiental a utilização do espaço requer a supressão de boa parte da vegetação nativa.
A pergunta consiste em saber se existe outra alternativa menos gravosa para o interesse público. Acredito que sim.
As diversas antenas podem ser substituídas por uma única torre de televisão. Nessa torre seriam colocadas as diversas antenas das tevês. Com isso haveria a racionalização do uso do espaço urbano, bem como a diminuição dos custos para as emissoras.
Fica o desafio para a mudança.
Aqui, faço o apelo para as emissoras de televisão e para o poder público (prefeituras e ANATEL) para que troquem as antenas por uma única torre.
Tanto o meio ambiente quanto a população ganham com a medida proposta.
Aqui, em Joinville, da janela do escritório onde trabalho vejo o morro do Boa Vista. Em verdade, o nome Boa Vista é uma palavra que não combina com o visual.
Nos morros são colocadas as atenas para retransmissão dos sinais de TV até as casas dos telespectadores.
O cenário do ponto de vista urbano é horroso. Os morros foram transformados em verdadeiros "paliteiros eletrônicos".
E, ainda, na perspectiva ambiental a utilização do espaço requer a supressão de boa parte da vegetação nativa.
A pergunta consiste em saber se existe outra alternativa menos gravosa para o interesse público. Acredito que sim.
As diversas antenas podem ser substituídas por uma única torre de televisão. Nessa torre seriam colocadas as diversas antenas das tevês. Com isso haveria a racionalização do uso do espaço urbano, bem como a diminuição dos custos para as emissoras.
Fica o desafio para a mudança.
Aqui, faço o apelo para as emissoras de televisão e para o poder público (prefeituras e ANATEL) para que troquem as antenas por uma única torre.
Tanto o meio ambiente quanto a população ganham com a medida proposta.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
TV Brasil e as Freqüências
A TV Brasil possui autorização provisória para explorar os canais 68 (digital) e 69 (analógico).
Ocorre que ao efetuar testes experimentais no canal 69 a emissora verificou que seu sinal produzia interferência intensa no serviço da NEXTEL (serviço de telefonia móvel), conforme noticia da Folha de São Paulo, de 28.8.08, coluna Outro Canal do Daniel Castro.
Uma das soluções para o problema, segundo a ANATEL que é a gestora das freqüências, consistiria na troca do canal pela TV Brasil. Tal medida implicaria em um prejuízo de US$ 400 mil, segundo sua diretora Thereza Cruvinel.
De fato, compete à ANATEL a correta gestão das freqüências do espectro eletromagnético.
Na hipótese de conflito quanto ao uso por diversos serviços, a agência reguladora deve privilegiar o interesse público e o regime de serviço público, ambos favoráveis ao serviço de televisão por radiodifusão, ainda que estatal.
Com efeito, em razão do interesse público envolvido, deve-se prestigiar dignamente o interesse da emissora estatal.
Explico-me.
A TV Brasil, embora alardeada como TV pública, é, em verdade, uma emissora estatal, eis que vinculada diretamente à União. Em razão disso, por prestar um serviço público relevante, deve-lhe ser dado um regime de acesso prioritário às freqüëncias do espectro eletromagnético.
Ocorre que ao efetuar testes experimentais no canal 69 a emissora verificou que seu sinal produzia interferência intensa no serviço da NEXTEL (serviço de telefonia móvel), conforme noticia da Folha de São Paulo, de 28.8.08, coluna Outro Canal do Daniel Castro.
Uma das soluções para o problema, segundo a ANATEL que é a gestora das freqüências, consistiria na troca do canal pela TV Brasil. Tal medida implicaria em um prejuízo de US$ 400 mil, segundo sua diretora Thereza Cruvinel.
De fato, compete à ANATEL a correta gestão das freqüências do espectro eletromagnético.
Na hipótese de conflito quanto ao uso por diversos serviços, a agência reguladora deve privilegiar o interesse público e o regime de serviço público, ambos favoráveis ao serviço de televisão por radiodifusão, ainda que estatal.
Com efeito, em razão do interesse público envolvido, deve-se prestigiar dignamente o interesse da emissora estatal.
Explico-me.
A TV Brasil, embora alardeada como TV pública, é, em verdade, uma emissora estatal, eis que vinculada diretamente à União. Em razão disso, por prestar um serviço público relevante, deve-lhe ser dado um regime de acesso prioritário às freqüëncias do espectro eletromagnético.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Fim da Obrigatoriedade do Horário Eleitoral
A democracia brasileira avançou muito nas últimas duas décadas.
É fundamental, no entanto, o princípio democrático evolua ainda mais.
Assim, a evolução da democracia, requer o fim do regime obrigatório do horário eleitoral "gratuito".
Em verdade, uma interpretação adequada do princípio constitucional da complementaridade dos sistemas de radiodifusão privado, público e estatal, demanda o afastamento do referido regime em relação ao sistema privado de radiodifusão.
Ou seja, defendo que as TV´s comerciais sejam liberadas do referido ônus de retransmitir compulsoriamente os programas dos candidatos. Em conseqüência disso não mais seria necessário os benefícios fiscais outorgados ao setor de radiodifusão em compensação ao horário eleitoral.
Em substituição ao tradicional regime, sustento que, em razão da adoção da técnica digital, requer os partidos políticos possuam um canal de televisão por radiodifusão, para o fim de divulgar suas propostas e programas de governo. Tal canal integraria o sistema de radiodifusão público.
A Constituição do Brasil garante o direito de antena dos partidos políticos, isto é, o direito de acessarem gratuitamente ao rádio e à televisão. Contudo, tal direito depende de adequada delimitação legislativa.
Assim, a proposta é no sentido de o legislador alterar a atual legislação, de modo, a afastar o regime de retransmissão obrigatória sobre os canais de televisão privados. Que tal ônus recai sobre o sistema de radiodifusão público, mediante a criação de novos canais especializados em assuntos políticos, a serem divididos entre os diversos partidos políticos em atuação no cenário nacional.
A medida de "lege ferenda" é respeitosa em relação ao pluralismo político, mas principalmente ao direito à cidadania. Afinal, os cidadãos também têm o direito ao entretenimento no horário nobre da televisão.
É fundamental, no entanto, o princípio democrático evolua ainda mais.
Assim, a evolução da democracia, requer o fim do regime obrigatório do horário eleitoral "gratuito".
Em verdade, uma interpretação adequada do princípio constitucional da complementaridade dos sistemas de radiodifusão privado, público e estatal, demanda o afastamento do referido regime em relação ao sistema privado de radiodifusão.
Ou seja, defendo que as TV´s comerciais sejam liberadas do referido ônus de retransmitir compulsoriamente os programas dos candidatos. Em conseqüência disso não mais seria necessário os benefícios fiscais outorgados ao setor de radiodifusão em compensação ao horário eleitoral.
Em substituição ao tradicional regime, sustento que, em razão da adoção da técnica digital, requer os partidos políticos possuam um canal de televisão por radiodifusão, para o fim de divulgar suas propostas e programas de governo. Tal canal integraria o sistema de radiodifusão público.
A Constituição do Brasil garante o direito de antena dos partidos políticos, isto é, o direito de acessarem gratuitamente ao rádio e à televisão. Contudo, tal direito depende de adequada delimitação legislativa.
Assim, a proposta é no sentido de o legislador alterar a atual legislação, de modo, a afastar o regime de retransmissão obrigatória sobre os canais de televisão privados. Que tal ônus recai sobre o sistema de radiodifusão público, mediante a criação de novos canais especializados em assuntos políticos, a serem divididos entre os diversos partidos políticos em atuação no cenário nacional.
A medida de "lege ferenda" é respeitosa em relação ao pluralismo político, mas principalmente ao direito à cidadania. Afinal, os cidadãos também têm o direito ao entretenimento no horário nobre da televisão.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Queda da Audiência da TV
O IBOPE divulgou um relatório apontando a queda da audiência da TV aberta e paga, conforme noticia a Folha de São Paulo de 18.8.08, Caderno Ilustrada, na coluna Outro Canal de Daniel Castro.
Como causas do declínio da audiência o relatório aponta os seguintes fatores: o congestionamento no trânsito o que impede as pessoas estarem em casa assistindo à tv, a navegação na internet e a utilização de DVDs, especificamente quanto à TV por assinatura aponta-se a repetição de programas e o excesso de comerciais.
Trata-se de um sinal de alerta para as emissoras de TV quanto ao novo comportamento do telespectador. Este, insatisfeito com a programação tradicional, está se valendo de novos meios para a utilização de seu tempo disponível, como é o caso da internet e dos DVDs.
Quanto ao trânsito, acredito que, com a TV Digital Portátil, de certo modo, as pessoas que estiverem em engarrafamentos aproveitarão o seu tempo para assistir à televisão.
O que fica como lição é que mudanças estão acontecendo no cenário audiovisual; os telespectadores estão lentamente adotando novos hábitos. Portanto, se as TVs aberta e paga não perceberem estas mudanças fatalmente o que seu faturamento ficará comprometido.
Como causas do declínio da audiência o relatório aponta os seguintes fatores: o congestionamento no trânsito o que impede as pessoas estarem em casa assistindo à tv, a navegação na internet e a utilização de DVDs, especificamente quanto à TV por assinatura aponta-se a repetição de programas e o excesso de comerciais.
Trata-se de um sinal de alerta para as emissoras de TV quanto ao novo comportamento do telespectador. Este, insatisfeito com a programação tradicional, está se valendo de novos meios para a utilização de seu tempo disponível, como é o caso da internet e dos DVDs.
Quanto ao trânsito, acredito que, com a TV Digital Portátil, de certo modo, as pessoas que estiverem em engarrafamentos aproveitarão o seu tempo para assistir à televisão.
O que fica como lição é que mudanças estão acontecendo no cenário audiovisual; os telespectadores estão lentamente adotando novos hábitos. Portanto, se as TVs aberta e paga não perceberem estas mudanças fatalmente o que seu faturamento ficará comprometido.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
13º Congresso Catarinense de Rádio e Televisão
Na semana passada foi realizado em Florianópolis o 13º Congresso Catarinense de Rádio e Televisão promovido pela Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão.
Um dos temas abordados foi a digitalização da transmissão da radiodifusão, isto é, a adoção da TV Digital e do Rádio Digital.
Uma das medidas decorrentes do Congresso consiste na reivindicação dos radiodifusores junto à ANATEL dos canais 5 e 6 utilizados tradicionalmente pela televisão em VHF, para serem futuramente usados pelas emissoras de rádio, particularmente as de "ondas médias".
De fato, as freqüências do espectro eletromagnético, a par de serem catalogadas como bem público, constituem um recurso valioso tanto para os radiodifusores quanto para o público.
Se o setor de radiodifusão nada fizer há o sério risco de os referidos canais serem utilizados pelo setor de telecomunicações.
Assim, compete à ANATEL fazer a justa distribuição das faixas de freqüências de modo a priorizar o serviço de radiodifusão sonora, eis que qualificado legislativamente como um serviço público de acesso gratuito pela população.
Vamos aguardar a posição da agência reguladora.
Um dos temas abordados foi a digitalização da transmissão da radiodifusão, isto é, a adoção da TV Digital e do Rádio Digital.
Uma das medidas decorrentes do Congresso consiste na reivindicação dos radiodifusores junto à ANATEL dos canais 5 e 6 utilizados tradicionalmente pela televisão em VHF, para serem futuramente usados pelas emissoras de rádio, particularmente as de "ondas médias".
De fato, as freqüências do espectro eletromagnético, a par de serem catalogadas como bem público, constituem um recurso valioso tanto para os radiodifusores quanto para o público.
Se o setor de radiodifusão nada fizer há o sério risco de os referidos canais serem utilizados pelo setor de telecomunicações.
Assim, compete à ANATEL fazer a justa distribuição das faixas de freqüências de modo a priorizar o serviço de radiodifusão sonora, eis que qualificado legislativamente como um serviço público de acesso gratuito pela população.
Vamos aguardar a posição da agência reguladora.
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